Eu, Deus e a Bíblia

Bíblia

Não sei se por preguiça, se por hábito, ou se, simplesmente, por fazer parte de mim, nunca fui assolada por curiosidade suficiente, que me impelisse para um estudo profundo da bíblia. Tal como me lembro agora, na infância, já duvidava da existência de anjos, do diabo, de deus e de todos os seres encantados, descritos nos livros, ou deliciosamente murmurados, nas longas noites de inverno, lentamente e em jeito de soporífero, na voz grave e cadente do meu pai. E digo que já desconfiava, porque tinha o hábito de “fazer a prova”. Fazer a prova, naquele tempo, era qualquer coisa de grandioso, sublime, que só os mais audazes e destemidos, tinham coragem para fazer. Eu orgulhava-me de pertencer a esse grupo; uma espécie de elite investigadora de causas naturais e antinaturais, que constantemente punha à prova a sanidade mental dos seus progenitores e familiares. Salvava-nos o facto de todos sermos alunos exemplares e, deste modo, obtínhamos da nossa benigna (uma mulher inteligente mas amordaçada, pois as mãos férreas da ditadura poderiam desfazê-la, a uma palavra menos própria) professora, a confirmação que nada de errado se passava connosco, apenas éramos espíritos saudáveis e curiosos, o que de certa forma, acalmava nos corações paternos, o medo de que a sua descendência estivesse a trilhar os caminhos da perdição.

Anta

Beijar um sapo inchado, cheio de ovos e pegajoso, para provar que ele não se transformava num príncipe; entrar numa velha casa abandonada, com as janelas entaipadas, que o tempo se encarregou de assombrar e os aracnídeos de tecerem, ano após ano, as mais belas teias, para provar que lá dentro não moravam fantasmas; esperar, em frente a uma pequena gruta, nas margens da ribeira, que o Sol se escondesse no horizonte, para provar, que nenhuma moura encantada sairia lá de dentro, triste e lamuriosa; saltar para dentro duma anta, ficar lá dentro cinco minutos, para provar que nenhum espírito maligno nos devoraria; subtrair (por se tratar de uma prova, não era considerado roubo, entre nós, heróis) hóstias da sacristia e de seguida comer uma mão cheia, para provar, que nenhum raio divino nos trespassaria de imediato, nem iríamos conhecer as chamas do inferno, pelas mãos de um anjo negro; subir à torre da igreja e atrasar o relógio cinco minutos, para provar, que o chão granítico do último reduto daquele castelo imaginário, não se abriria num fosso sem fim; estes, foram apenas alguns trabalhos de prova que eu fiz, trabalhos heroicos, únicos, os quais, só Hércules nos terá igualado em um ou dois, mas isso ainda está para provar.

DeusTalvez devido às provas que fui recolhendo ao longo da infância, quase sem dar por isso, a minha descrença em deus, anjos, Cristo, Nossa Senhora de Fátima e milagres de toda a espécie, foi aumentando, proporcional à passagem dos dias e dos meses, e, na medida do desenvolvimento do meu raciocínio lógico. Um pouco mais tarde, descobri que o deus do amor não amparava as crianças. Limitava-se a planar sobre elas, com um coração enorme no peito e um sorriso benigno nos lábios, enquanto as deixava morrer de fome, numa agonia lenta e cheia de sofrimento, envoltas em parasitas e moscas gordas, à conta do que restava dos seus fluidos. Descobri que o deus da compreensão deixava as mulheres serem miseravelmente discriminadas, espancadas, mutiladas, apedrejadas, violadas, esquartejadas, enjauladas e, as que, mesmo assim, conseguiam sobreviver a todas aquelas atrocidades – supervisionadas por esse psicopata a quem chamam deus todo poderoso – limitavam-se a caminhar pela vida, caladas, sem dignidade e sem alma. Descobri que, o deus da igualdade promovia a escravidão duns e a tirania de outros. Proporcionava riqueza e poder a uma mão cheia de iluminados, que logo aproveitavam estas benesses divinas para subjugar os seus iguais, obviamente, não agraciados pelos desígnios supremos, a trabalho mal pago, tantas vezes indigno, muitas vezes escravo. E, estas ações, geravam sempre mais poder e riqueza, para a mesma mão cheia de escolhidos. Descobri que o deus da paz promovia a guerra. Mais, declarava-a em seu nome, a todos os que não o seguissem, pouco se importando se chacinava nações inteiras, ou crianças, ou animais. Fabricava ditadores em série que destruíam, destroem e distorcem sem piedade, corpos e mentes.

Descobri nesse deus cristão, tantas facetas infames, que, no início da minha adolescência, pedi aos meus pais para não voltar à catequese. Expliquei as minhas razões e ambos concordaram, ainda que, com alguma resistência da minha mãe. Aos treze anos, considerava a bíblia um livro de histórias mitológicas com o qual não me identificava e, arrumei-o numa prateleira da estante, com a vaga ideia que, talvez um dia, voltasse a folheá-lo com mais calma. Certo dia, numa deslocação a Lisboa, visitámos o Planetário de Belém. Essa foi a minha primeira grande viagem interior, foi lá que eu tive a certeza que os deuses, os milagres, as igrejas, as bíblias e as histórias de encantar, eram invenções humanas e as religiões, elaboradas pantominices, coloridos fogos de artifício, que mantinham os imaturos, os fracos e os oprimidos de cabeça elevada para o céu, certos de terem encontrado uma luz, e assim, ficarem cada vez mais alheados das realidades sociais e politicas; dos caminhos reais e valorosos.

Via Láctea

Só quem nunca viu a Lua ao alcance da mão, ou quase poder colocar no dedo um anel de Saturno, poderá acreditar na grandiosidade de um deus ou um Cristo bíblicos. Foi aí que eu senti que fazia parte daquele gigantesco universo, esplendoroso e amoral. Onde as estrelas morrem, simplesmente porque ficam velhas e não por vontade divina. Onde, sistemas solares inteiros, desaparecem em buracos negros, não porque se portaram mal, mas, simplesmente, porque uma energia maior os atraiu para lá. E eu, um pequeno ser naquela imensidão, estava ali, a fazer parte desse mundo maravilhoso recém-descoberto, não por qualquer veneta ou mandato divino, mas porque tinha nascido nesta vastidão de beleza única, e, a minha existência era importante, para o equilíbrio do todo. Lembro-me que, fiquei fascinada com o brilho das estrelas mortas há muitos milhões de anos, luz fantasma que era real para mim. E como era simples a sua explicação na complexa arquitetura do universo, o seu brilho apenas demorava anos-luz a chegar à Terra e ainda percorreria quilómetros e quilómetros, durante muitos anos, até que deixasse de ser visível por nós, seres humanos. Aí eu tive a certeza que a Terra era especial – e quantas “Terras” mais haverá pelo Universo -, por ter tido condições de albergar uma vida tão diversa e inteligências tão grandes (ou, quem sabe, pequenas, mas em evolução), como as humanas.

No verão, que passou, trouxe da casa dos meus pais a velha bíblia. Finalmente, despertou em mim a tal curiosidade. Não porque eu pense encontrar lá algo excecional, mas porque pretendo aprofundar o que move as pessoas, que se servem dela, para conduzir as suas vidas. Com a velocidade a que a informação circula, desde há pouco mais de uma década, com a internet, vou ficando cada vez mais estupefacta e preocupada com a agressividade das diversas crenças cristãs e islâmicas. Depois, navegando por aí, apercebo-me de questões sociais, filosóficas e históricas importantes, como seja a inexistência do Cristo histórico. É impressionante que, no séc. XXI, existam pessoas que são discriminadas nas famílias, no trabalho e mesmo nos seus convívios sociais, apenas por não acreditarem em deus. É de bradar aos céus a quantidade de “robots” cristãos que invadem a rede; como uma praga de gafanhotos, papagueiam de cor os diversos versículos bíblicos, com discursos “prêt-à-porter”, sem qualquer sentido crítico, quantas vezes, desfasados das discussões. Essas pessoas, que usam uma espécie de pala, tal qual os burros das tribos de Abraão, que as impedem de ver para os lados, não vão inclinar-se para a direita ou para a esquerda e ter curiosidade nalguma paisagem diferente. Pessoas cuja inteligência regride a olhos vistos. Por tudo isso recomecei a ler a bíblia.

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Sobre Luísa L.

Portuguesa, alentejana, apaixonada pelas artes e letras em todas as suas manifestações.
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20 respostas a Eu, Deus e a Bíblia

  1. Adoro os seus textos. Parabéns, Luísa.

  2. Otimo texto querida amiga, parabéns!
    Um fraterno beijo Luisa!!!

  3. Manoel diz:

    Só para contradizer eu poderia falar que ai, na sua descrição do universo, é que está a grandeza de Deus. Nessa complexa criação do mundo somos um pouco de todos os elementos que compõe a vida. Somos um pouco pedra, um pouco água, um pouco ferro, um pouco cálcio, etc. Isso, se não é criação de Deus é ao menos divino. Quanto ao deus amor e bondade descrita na bíblia, penso exatamente como você, não consigo admitir todas as barbaridades do mundo com um deus tão maravilhoso como o descrito lá. Gostei muito do seu texto, é sempre bom ter cabeças pensando diferente da maioria.

    Abraços,

    • Luísa L. diz:

      Muito obrigada, Manoel, meu amigo. A minha relação com a religião resume-se ao batismo (do qual não me lembro) e uns breves três anos de catecismo, intercalados com ausências permitidas ou forçadas por mim – e isso faz tanto tempo, que só me lembro de algumas parábolas e do tédio que me causavam aquelas aulas. Nunca senti necessidade de qualquer deus para ser humana.

      Grande abraço!

  4. Sei lá …. eu também acho que sempre é hora de recomeçar ….isso não quer dizer que no final podemos chegar ao mesmo lugar ….

  5. moreijo diz:

    Amiga ficou maravilhosa a postagem ,estou lendo o Livro “Operação Cavalo de Troia volume 1” e estou tendo contato com um Cristo incrivelmente sábio e Humano e ao mesmo tempo critico .E através de suas palavras nesta postagem e a leitura que estou fazendo,lembrei que podemos ter sim Deus,Cristo e outros em nossos corações, mas somente alcançaremos um mundo melhor se aprender mos um dia sermos irmãos de verdade e fazer uma terra melhor para vivermos independente de raça,crença e ETC..abraços…fuiiiiiiii

  6. Beth Muniz diz:

    Oi Luisa,
    Depois me conte as suas impressões…
    Eu não leio a Bíblia e confesso que não sinto falta. Já li muito.
    Em verdade eu vos digo: Considero o livro uma grande enciclopédia, onde estão registradas as impressões dos homens de uma determinada época, que se foi.
    Daí, ser um livro tão contraditório.
    Respeito quem o faz.
    Gostei do texto.
    Beijo querida.

    • Luísa L. diz:

      Beth, tenho intenção, dentro do que me for possível, postar aqui as minhas impressões sobre a bíblia. Depois vou avisando!

      Beijinhos!

    • Pr, Isaac Rodrigues diz:

      Respeito a sua opinião em não sentir a falta da leitura da Bíblia.Todavia aconselho ler-a e descobrirás que ela é a Palavra de Deus. Isto é a voz de Deus falando com o homem. Gostaria de viver com Jesus depois da sua morte? então leia este livro; Nele contem a informação sobre a eternidade.

  7. Nogueira diz:

    Taí,gostei! Até porquê, também naveguei com minha nave revestida de incredulidade por entre o “conhecimento humano”, e conclui, nestas viagens, que se existi um deus, ele estava bem longe de onde eu procurava.
    Minha incrédula “nave” executou vôos rasantes por entre leituras torturantes da bíblia em busca de respostas para minhas inquietantes perguntas.
    Ora bolas! Por quê? Para conforto de meu espírito, eu deixo de aceitar a hospitalidade
    encontrada em conhecimentos adquiridos nas minhas viagens, por deuses apresentados em
    templos religiosos, criaturas do deus homem semelhantes a mim?
    Por quê simplesmente não abraçar a máxima oferecida pelo budismo de que o significado da vida se resume na busca da felicidade adquirida nos prazeres sem culpa?
    _Porquê meu espírito almeja mais! Simples assim!
    Quando percebi que já sabia de tudo e que sobre tudo, um pouco, eu podia vomitar sem que falta me fizesse, encontrei um homem, um
    caipira de aparência brega chamado Chico Xavier, e a partir de então, “Eu”, comecei a tratar Deus, Jesus, Buda… com letras maiúsculas!
    PS: Estou lendo a Bíblia!

    • Luísa L. diz:

      Nogueira, há quanto tempo! 🙂
      Fico super feliz por ver-te aqui. Interessante a tua experiência. Eu confesso que nunca tive qualquer necessidade interior, que precisasse de passar por deus e muito menos por intermediários terrenos (Jesus e outros) ou sobrenaturais (anjos e afins). Mas, já que estás a ler a bíblia, podíamos trocar umas impressões! 🙂

  8. Eduardo Medeiros diz:

    Oi, Luísa.

    engraçado, desde muito jovem eu nunca engoli papel noel, duendes, fadas, batman…apesar de ter sido um garoto que vivia no mundo da fantasia dos gibis de heróis e nos seriados de TV, sempre entendi que tudo isso era de “mentirinha” como minha mãe dizia, mas nunca duvidei da existência de deus. Certamente por ter sido criado num ambiente evangélico, de pais evangélicos.
    Nunca duvidei de Adão e Eva, de Noé, do dilúvio…certamente também por serem histórias fantásticas, iguais as que eu lia nos gibis e via na Tv; só que com uma diferença: as histórias da bíblia eram todas verdadeiras, conforme também dizia minha mãe.

    quando saí da adolescência foi que comecei a questionar a realidade de tais histórias bíblicas, mas o que era interessante é que novamente, nunca cheguei a questionar a existência de deus…
    Para mim, deus era deus, adão e eva era adão e eva. Depois com o passar dos anos, depois de ter lido muito livro sobre teologia, me formado em teologia, chegou no meu modo de ver, minha idade madura com relação à fé religiosa e aos dogmas. não teve jeito, tive que descontruir muita coisa que eu tinha como certa, como irrefutável; mergulhei nas teologias heterodoxas como o liberalismo, a teologia da libertação, a teologia do processo e até recentemente, na chamada “espiritualidade ateísta”, mas por incrível que pareça, ainda não deixei de acreditar em deus…

    não consigo fugir dele. não consigo arrancá-lo do meu coração, da minha psiqué e da minha razão. não, não estou dizendo isso como um lamento, mas como uma curiosidade. é claro que o “meu deus” hoje não se parece nem um pouco com o deus tribal do antigo povo israelense. não se parece num um pouco com o deus de maomé e nem mesmo com o deus cristão. mas tenho uma queda pelo deus de Jesus de Nazaré, galileu, líder carísmático que quis dar novas interpretações à sua própria religião. esse mesmo Jesus que você diz (erroneamente) nunca ter existido, de ser mito. nenhum mito teria a face humana que jesus teve e os evangelhos deixam transparecer essa face humana dele, juntamente, confesso, com esse jesus-mito que você cita como inexistente e que também se encontra nos evangelhos.

    em minha opinião a bíblia é um livro extraordinário. a obra prima do espírito humano. alí está todas as contradições dos seus autores. gosto dela por que ele não maqueia nada. ela não pinta o ser humano e os seus próprios heróis com cores monocromáticas; não, ali estão todas as cores juntas e misturadas resultado das ambiguidades humanas; os tons de cinzas estão sempre presentes junto com o azul celeste…

    a história nos mostra que em nome de deus muito sangue foi derramado. muitos tronos foram tomados à espada; muitos hereges foram queimados nas fogueiras da inquisição. deus nunca teve nada a ver com isso. deus sofre tanto quanto eu e você ao ver os resultados da ganância humana.(se é que ele sente igual a nós, o que eu duvido mas gosto da metáfora poética).
    na verdade, não creio num deus pessoal que governa o destino do universo de forma inflexível, mas não tenho como negar que as explicações da ciência para o origem do universo e principalmente da vida inteligente na terra não satisfazem minha lógica racional. do mesmo modo que não engulo adão e eva literalmente, não engulo que milhões de acasos e acidentes cósmicos resultaram no ser humano.

    como também não engulo a cruzada do dawnikins, bennet e cia contra a religião e contra deus. o argumento que as pessoas que acreditam em deus são iludidas, faltosos de inteligência que precisam de muletas é simplesmente ridículo. O chefe do projeto genoma que foi o maior feito da ciência em muitos anos, collins, é um devoto cristão. isso é só um exemplo entre milhares de outros filósofos, cientistas, intelectuais que possuem fé religiosa. aliás, não há como arrancar o sentimento de religação que todo se humano tem, creia ele em um deus ou não. o sentimento que você disse ter e que eu tanto apreciei:

    “…mas porque tinha nascido nesta vastidão de beleza única, e, a minha existência era importante, para o equilíbrio do todo.”

    essa frase é profundamente religiosa; tão profunda que religiosos pragmáticos dos nossos dias não podem captar.

    desculpe o “livro” que escrevi,
    beijos.

    • Luísa L. diz:

      Boa tarde, Edu!

      Ah,é muito mais do que 20% a diferença entre nós… 😛

      Não considero que a minha citação,

      “…mas porque tinha nascido nesta vastidão de beleza única, e, a minha existência era importante, para o equilíbrio do todo.”

      seja uma frase profundamente RELIGIOSA. Quanto muito é uma frase ESPIRITUAL. E de modo nenhum a ESPIRITUALIDADE pessoal poderá ser confundida com religiosidade, ou ser considerada algo que pertence apenas aos religiosos.

      Para mim, deus é algo inexistente. O meu cérebro não o consegue conceber enquanto criador ou algo maior que a natureza (entenda-se natureza como o todo, o universo onde vivemos). Quanto à bíblia, estou a ler ainda o AT. Até agora, vi apenas uma escrita medíocre, se a compararmos com a poesia épica grega; um conto com quebras e contradições que lhe roubam a sequência. Nada mais. Mas estou a preparar um artigo sobre Genesis 1 e 2, para colocar as minhas dúvidas. Quando estiver pronto gostaria de ter a tua opinião e correcções de interpretação, pois confio no teu juízo.

      Grande abraço e muito obrigada pelo teu excelente comentário! 🙂

  9. Michelli diz:

    Olá, tudo bem? Parabens pelo blog!

    Se puder acessar meu blog e curti-lo para divulgar melhor, ficarei grata: http://euemeumilagre.webnode.com/

    Neste site, conto um pouquinho sobre o problema de saúde que tive, a viagem que fiz ao Estados Unidos em busca de tratamento e o milagre que Deus fez em minha vida. Espero que goste.

    Abraço, fique com Deus.

Sirva-se de frutos, prove o hidromel e diga de sua justiça!

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