A Homossexualidade no Tempo

Mãos em prece - Albrecht Durer

Se o ser é limitado são também o seu sentimento e a razão limitados. Mas para um ser limitado não é a inteligência limitada uma limitação, ao contrário, sente-se completamente feliz e satisfeito com ela; ele sente-a e louva-a como uma força majestosa, divina; e a inteligência limitada louva por sua vez o ser limitado de quem ela é inteligência. Ambos combinam da melhor maneira; como poderiam entrar em atrito? A inteligência é o horizonte de um ser. Quão longe vejas, tão longe se estende a tua essência e vice versa. [Ludwing Feuerbach, in A Essência do Cristianismo, Editora Vozes, pg. 41]

As limitações da nossa sociedade, regida por padrões sociais e morais, mais ou menos limitados por dogmas e normas pouco maleáveis, são o reflexo das limitações da nossa inteligência individual. A sexualidade, de uma maneira geral, até há bem pouco tempo, era socialmente vista como um tabu. Este era um assunto particular, encerrado entre quatro paredes, mudo, escondido para o bem e para o mal. Quantas delícias vividas, quantas crianças violadas, quantas mulheres maltratadas, quantos adolescentes estuprados; pessoas que viveram aterradas, envergonhadas, com os sonhos mutilados pelo medo de experiências penosas, pessoas que vergavam sob essa agonia calada e pessoas que foram felizes.

Mas, à medida que cada indivíduo vai subindo a montanha, o seu horizonte vai-se alargado, consequentemente, a sua visão individual toma consciência de realidades antes desconhecidas (consciente ou inconscientemente) da sua razão. Este facto vai influenciar os padrões sociais e morais da sociedade, colocando as suas limitações numa fasquia mais baixa. Assim, lentamente, a sexualidade, passou a ser vista à luz de outras realidades e hoje é possível denunciar qualquer atrocidade sem medo de retaliações, em algumas sociedades é até possível, dois indivíduos do mesmo sexo, viverem abertamente um grande amor ou mesmo casarem, sem serem discriminados ou marginalizados. Mas estas sociedades são uma minoria.

Possivelmente, a homossexualidade existe desde os primórdios da humanidade; mas nas atuais sociedades conservadoras, regidas por um conjunto de valores morais hipócritas e dogmas religiosos, insistem em discriminar (mesmo em países onde a legislação é igual para homossexuais e heterossexuais) estas pessoas, porque elas se recusam a viver as suas paixões escondidas. Muita tinta já correu sobre a questão da homossexualidade, desde as religiões, no seu linguarejar bíblico e dogmático sem nexo, até à hilariante classificação da homossexualidade como doença, distúrbio psicológico ou perversão, por diversas Organizações Saúde pelo mundo fora – esta classificação foi abolida pela OMS em 1990.

Leões heréticos

Curiosamente, na natureza – não nos podemos esquecer que a humanidade também faz parte dela –, há centenas de espécies onde foram observados comportamentos homossexuais em alguns indivíduos. Em 2006 o Museu de História Natural de Oslo levou a cabo uma exposição intitulada “Contra Natura?”. Esta mostra, baseada num estudo científico, pretendeu pôr em causa a premissa de que a homossexualidade não é natural. Baleias, girafas, golfinhos, escaravelhos, cisnes e leões são apenas seis das 1500 espécies, onde já foram observados comportamentos homossexuais. Estarão também os animais a pecar, será que, quando morrerem vão arder eternamente no inferno dos animais? É possível… mas só na mente perturbada dos religiosos, pois estes animais não são excluídos dos seus grupos, apenas porque é agradável relacionarem-se sexualmente com indivíduos do mesmo sexo.

Com os seres humanos, a tolerância à homossexualidade parece ser inversamente proporcional ao desenvolvimento económico e social. Há cerca de 10 mil anos, algumas tribos da Nova Guiné perecem ter praticado certas formas de homossexualidade ritual. Este povo acreditava que o conhecimento sagrado, só poderia ser transmitido por meio de práticas sexuais, entre pessoas do mesmo sexo.

Na civilização Suméria (4000 a.e.c. – 2350 a.e.c.), práticas sexuais que hoje se entendem como extravagantes ou imorais – casamentos fictícios em honra aos deuses, estranhos rituais de fertilidade, prostituição divina (mulheres e homens que se entregavam a terceiros, em troca de dádivas para determinado templo), homens e jovens do mesmo sexo que se davam a práticas rituais, que hoje chamamos homossexualidade –, parece que eram entendidas num contexto espiritual, pois eram praticadas por sacerdotes e sacerdotisas e desprovidas dos conceitos morais que hoje lhe imprimimos.

Mais tarde, por volta 1750 a.e.c., na Babilónia, surgiu uma das mais antigas e complexa compilação de leis, elaborada pelo imperador Hammurabi, onde constam alguns privilégios, que deveriam ser dados aos prostitutos e às prostitutas, que participavam nos cultos religiosos. Isto significa que, de algum modo, estas pessoas já começavam a sofrer algum tipo de pressão social.

Os escribas da civilização egípcia (3200 a.e.c. – 250 a.e.c.), não foram pródigos em registar (o papiro erótico de Turim é um dos raros documentos escritos) ou mostrar a sua sexualidade em pinturas, baixo relevos ou esculturas – salvo alguns artefactos fálicos encontrados em túmulos e umas poucas pinturas, de valor real dúbio. No entanto, segundo o historiador espanhol José Miguel Parra Ortiz, em “A vida amorosa no Antigo Egito”, os egípcios interessavam-se por sexo, tanto como qualquer outro povo. As práticas homossexuais não eram de modo algum tabu, embora fosse dada uma grande importância ao casamento e à procriação, independentemente dos membros do casal terem ligações com indivíduos do mesmo sexo, fora de casa ou até debaixo do teto familiar. Apesar da discrição dos egípcios, quanto à vertente sexual, podemos deduzir, que a organização social era baseada nas relações heterossexuais, sendo a homossexualidade tolerada enquanto fonte de prazer.

Safo de Lesbos - Gustav Klimt

Na Grécia da Antiguidade, era socialmente aceite, um homem mais velho ter relações sexuais com outro mais jovem. Sócrates (469 a.e.c. – 399 a.e.c.), adepto do amor homossexual, dizia que este era a fonte de inspiração por excelência. O sexo heterossexual, na sua perspetiva, servia apenas para procriar. De notar que os antigos gregos, não entendiam a ideia de orientação sexual como um identificador social, a sociedade grega não diferenciava desejo e comportamento sexual, com base no facto dos seus participantes serem masculinos ou femininos, mas sim pelas normas sociais a adotar consoante cada caso. A prática sexual entre homens tinha como objetivo a educação do jovem, a sua preparação para a vida adulta e a contemplação do amor que só entre os homens poderia ter lugar, já que as mulheres, segundo a filosofia da época, eram desprovidas de intelecto e sabedoria. Há, no entanto, pelo menos uma mulher que foi exceção: Safo A Poetisa (nascida entre 630 e 612 a.e.c. – falecida em data desconhecida a.e.c.). Pouco se sabe desta mulher magnífica – política, poetisa e professora –, cuja personalidade, ousadia e talento deram origem às mais fantásticas lendas. Pelo que nos resta da sua obra, queimada em 1073 em Constantinopla e Roma, por ter sido considerada herética, pode perceber-se o amor que devotava a uma discípula da sua escola, na ilha de Lesbos, mas nada que seja claro no que respeita à aceitação, comportamento ou regras sociais para a homossexualidade feminina.

Entre os romanos, os ideais amorosos eram equivalentes aos dos gregos. A pederastia (relação entre um homem adulto e um rapaz ou jovem) era encarada como um sentimento puro. No entanto, se um homem mais velho mantivesse relações sexuais com outro de idêntica idade, estava estabelecida sua desgraça – os adultos passivos eram encarados com desprezo por toda a sociedade, ao ponto de serem impedidos de exercer cargos públicos.

Dando uma vista de olhos pela história e pela biologia, mesmo superficialmente, não é difícil perceber que, na Antiguidade, o sexo tinha como objetivo a preservação da espécie, o amor, o prazer e até o aperfeiçoamento espiritual. Mas tudo isto ficou votado ao esquecimento com o aparecimento do cristianismo. Então foi aperfeiçoada e refinada a fórmula: sexo para procriar

O judaísmo, cujos primórdios se situam entre 2000 a.e.c. e 1800 a.e.c., de uma maneira geral não considera o sexo, enquanto realidade humana, como perverso, pelo contrário, no AT, ele é incentivado em diversas situações, ainda que no sentido de procriar: “crescei e multiplicai-vos”. À exceção de Isac e José, todos os patriarcas foram poligâmicos, como era uso na época, o que faz supor uma intensa atividade sexual, mesmo que, hipoteticamente, esta fosse praticada com o intuito único de aumentar a descendência.

Adão e Eva - Tamara Lempicka

Adão e Lilith, Adão e Eva – enfim, macho e fêmea –, ao serem colocados como atores principais nos mitos da criação, legitimam, com a autoridade divina, a única forma possível da gestão do sexo: a heterossexualidade. O exercício da sexualidade fica então restrito ao quadro da instituição matrimonial, com a finalidade única de propagar a espécie. Deste modo, a legislação bíblica sobre esta matéria destina-se a regulamentar o exercício da sexualidade em função do matrimónio. Fá-lo no contexto de uma sociedade patriarcal, na qual as mulheres estão submetidas aos homens em todos os aspetos da vida e, de maneira especial, no domínio sexual – repare-se que Adão rejeitou Lilith por esta recusar a deitar-se por debaixo dele, ou seja a ser dominada por ele.

A par da bestialidade, adultério e incesto, a homossexualidade entra na categoria dos interditos sexuais, mas o AT só tem em conta a homossexualidade masculina. Em Génesis 19, 4-8, parece referir-se a uma violação homossexual coletiva. Talvez seja também o caso de Juízes 19, 22-25. No entanto ela só é formalmente proibida em Levitício 18, 22, que a considera uma abominação (toeba). Em Levetício 20, 13 é estipulada a pena capital para ambos os culpados.

Mas os preceitos da lei judaica, até o início do século IV, estavam restritos à comunidade judaica e aos poucos cristãos que existiam na altura. Foi então que o imperador romano Constantino abraçou a fé cristã, ao que parece em paralelo com a adoração ao deus Sol Invicto, mas essa história não interessa para aqui, franqueando as portas ao desenvolvimento do cristianismo. Data de 390, no reinado de Teodósio, o Grande, o primeiro registo de castigos físicos aplicados aos homossexuais.

A primeira legislação que proibia claramente a homossexualidade foi promulgada em 533, pelo imperador cristão Justiniano. Ele sujeitou todas as relações homossexuais ao adultério, para o qual se previa a pena de morte. Mais tarde, em 538 e 544, foram criadas outras leis que obrigavam os homossexuais a arrepender-se dos seus pecados e a fazer penitência. O nascimento e a expansão do islamismo, a partir do século VII, em uníssono com a cristandade, que começava a formar corpo e a alargar fronteiras, reforçaram a teoria do sexo para procriação.

Até meados do século XIV, embora a fé condenasse a luxúria, na realidade a homossexualidade, a bissexualidade e a prostituição continuaram a ser praticados, mais ou menos clandestinamente, à boa maneira cristã. Desde que praticado, longe do olhar curioso dos criados e vizinhos… não existiam represálias. A Igreja passa então por uma série de crises até que o clero se vê confrontado com os protestantes após a Reforma de Lutero. O humanismo renascentista, iniciado em Florença, espalha-se por toda a Europa. Os ideais clássicos reavivam-se e, deste modo, a liberdade sexual é acarinhada. Pintores, escritores, dramaturgos e poetas fazem questão de não esconder a sua homossexualidade. A Nobreza acompanha esta corrente e rema também contra a avalanche conservadora e retrógrada da Igreja. É célebre o caso de Frederico II da Prússia (1712-1786).

A fogueira - Giordano Bruno

Voltando um pouco atrás, no curto intervalo entre 1347 e 1351, a peste negra devastou a Europa matando cerca de 25 milhões de pessoas. Desconhecida a causa da doença, a igreja aproveitou para a apontar, como causa direta da corrupção dos costumes. Deste modo, judeus, hereges de todas as qualidades, prostitutas e homossexuais eram a causa de todos os males terrenos. A Inquisição encarregou-se, com extrema eficácia, na erradicação desses grupos. No que respeita aos homossexuais, foram tomadas medidas enérgicas, só em Florença, entre 1432 e 1502, mais de dezassete mil homens foram incriminados e três mil condenados por sodomia.

Duras leis foram aprovadas em vários países europeus e na América. Na Inglaterra, o século XIX começou com o enforcamento de vários indivíduos acusados de sodomia. Entre 1800 e 1834, oitenta homens foram condenados pela prática da homossexualidade. Só em 1861 o país aboliu a pena de morte para a prática de sodomia, substituindo-a por penas de trabalhos forçados.

Em meados do Séc. XIX a sodomia passou a chamar-se homosexualidade e a ser considerada uma doença do sistema nervoso, congénita e hereditária, que afetava o comportamento sexual. Esta ideia viria a ser considerada válida até 1979, quando a Associação Americana de Psiquiatria a retirou da lista das doenças mentais. No entanto a OMS, só em 1990 viria a tomar a mesma atitude.

Os grupos minoritários, quando pouco coesos e sem tradições comuns, como é o caso dos homossexuais, que podem surgir de qualquer cultura ou estrato social, têm mais dificuldade em combater as injustiças e desigualdades, pois não são uma “classe” em si. Deste modo, ficam muito mais vulneráveis às pressões sociais. No entanto são os cristãos e islâmicos que, na sua imensa hipocrisia e falta de humanidade, escudados por leis de há 2000 e 3000 anos, arrogantes e completamente desenquadradas da nossa realidade sociocultural, fazem uma guerra absurda aos homossexuais, vedando-lhe inclusivamente o acesso à prática da religião.

Mas não é apenas a nível da sociedade que os homossexuais encontram problemas. A família, o grupo de amigos, os colegas de trabalho, que constituem o seu mundo mais próximo e íntimo são, no entanto, os que se têm revelado mais hostis e os primeiros a segregarem. Muitas vezes fazem-no sem base em valores definidos, quase inconscientemente, apenas porque intimamente não aceitam a diferença. Esta estigmatização dificulta a natural integração social dos homossexuais, levando-os muitas vezes – principalmente adolescentes e jovens – a optarem por estilos de vida de maior risco ou mesmo marginais.

Fontes consultadas:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Homossexualidade

http://pt.wikipedia.org/wiki/Homossexualidade_na_Gr%C3%A9cia_Antiga

http://pt.wikipedia.org/wiki/Homossexualidade_na_Roma_Antiga

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Sobre Luísa L.

Portuguesa, alentejana, apaixonada pelas artes e letras em todas as suas manifestações.
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20 respostas a A Homossexualidade no Tempo

  1. Pingback: Ver! | Blog | A Homossexualidade no Tempo

  2. Luísa, mais uma beleza de quem só a tem para dar. Gostei da pesquisa. Parabéns!

  3. Bem, interessante trabalho de pesquisa, e resumindo podemos constatar que tudo é relativo, depende sempre do lado que vemos a situação. Por exemplo a sua amiga “insinuou” que você só tem pra dar. Rsrsrsr

  4. Louvável ! o grande trabalho de pesquisa realizado, e mais do que isso a capacidade de encadear um texto rico, que explora consistentemente o tema.

  5. Cris diz:

    Lu,
    Preconceito é uma palavra que não consta no meu dicionário, seja ele qual for, isso, é claro, inclui as uniões homossexuais ou como chamam aqui homoafetivas. Entretanto, sem hipocrisia, não me vejo tendo uma relação homoafetiva, mesmo nutrindo imenso amor por amigas leais. Talvez prevaleça a atração sexual e dependendo dessa, o amor se transforma em fraternal. Assim, como não sinto atração sexual por mulheres, o amor que sinto por elas é puramente fraternal, o que não se dá quando o assunto é tratado com o sexo oposto. Bjks

    • Luísa L. diz:

      Oi Cris, bom dia!

      Eu penso que a homossexualidade é uma preferência afetivo-sexual natural, por indivíduos do mesmo sexo. Tão natural como a heterossexualidade. É a nossa mentalidade judaico-cristã que lhe dá o sentido de impura ou anti-natural, daí a estigmatização social a que estas pessoas estão sujeitas.

      Pessoalmente as minhas preferências sexuais também são heterossexuais, mas isso não impede a minha preocupação com as injustiças e humilhações – no trabalho, na escola, etc. – que estas pessoas sofrem diariamente. Porque isso é uma realidade, minha amiga.

      Beijos!

  6. Refiro-me à beleza não narcisista, de quem a oferece para vê-la circular. Nome a gente não escolhe, infelizmente.

  7. Orgulhosamente programei uma ‘chamada’ para este ótimo artigo no novo site dos Blogueiros do Brasil. O post será publicado dia 16/01/12 às 12h .

    Abraços cordiais.

  8. Bom, é muito simples, na Grécia e Roma antiga o Homossexualismo e Bissexualismo era regra, e ninguém via algo anormal, visto que existiam até entre os Deuses. Os Hebreus condenavam o homossexualismo simplesmente porque era uma sociaedade Patriarcal, onde a reprodução e a capacidade de costituir familia era essescial, já que se assinavam os contratos sobre o escroto dos patriarcas. Assim que, quando Costantino decretou o Cristianismo como religião oficial, eles foram regeitados pela nova doutrina. Não há questão religiosa, moral, e nem celestial, apenas uma questão de um costume hebreu.Tudo que estava fora dos padrões judaico-cristão era pagão. Depois vieram as perseguições da inquisição, e inventaram essa história de que tudo que estava fora dos costumes ia pra foqueira. E hoje se acredita que o homossexualismo é coisa do diabo, e é isso, fim.
    Se fossemos adotar a mesma lógica, os espiritas, muçulmanos, budistas, ubandistas, etc..
    e até o evangelistas iam pra foqueira junto com os homossexuais, Então não tem lógica nenhuma a condenação dos homossexuais.

  9. Atena diz:

    Luisa;
    Brilhante seu texto e extensa pesquisa.
    Concordo com você que as religiões judaico-cristãs são as responsáveis pelo preconceito quanto aos homossexuais. Já me referi a isso mais de uma vez em meu blog. É algo que me deixa muito p. da vida.
    De tudo o que já temos conhecimento hoje em dia, é cristalino o fato de que as pessoas NASCEM homossexuais. Doença ou perversão só são vistas na cabeça de pessoas ignorantes – que por isso são preconceituosas.
    Parabéns pelo texto.
    abraços

  10. Edmar Franco diz:

    E assim se produzem admiradores, entendi.
    Você elogia o texto do Ivani e ele elogia o seu.

    • Luísa L. diz:

      Oi Edmar,
      Os admiradores produzem-se quando há razões para isso. Num blog pessoal, as razões são, em minha opinião, de empatia ou não em relação ao tema do artigo, opinião, etc.. O que acaba de escrever não faz qualquer sentido, pois o caro Edmar não me conhece, para tecer juízos sobre o meu comportamento.

  11. A homossexualidade em minha opinião é apenas uma questão preferencial, não trazendo nenhum dano a sociedade e nenhum mal aos seus semelhantes.
    Da mesma forma que o preconceito aos homossexuais partiu do cristianismo, o preconceito aos negros também saiu desta fonte de dogmas apodrecidos.
    Na época da escravidão, as igrejas pregavam que negros não tinham alma e por este motivo não era pecado escraviza-los.
    Apenas após a pressão da Inglaterra para o fim da escravatura é que a igreja deixou de fazer apologia aos sem alma para que estes no futuro pudessem também frequentar a igreja e trazer recursos financeiros a ela.
    Com a tal reforma protestante, os preconceitos se potencializaram e enterraram Lilith, entre outras figuras mitológicas desta história.
    Semana passada, aqui no Brasil, um casal de homens, já com uma união estável de quinze anos, conseguiu adotar uma menina.
    Garanto que ela vai receber mais carinho, apoio e compreensão que a maioria dos filhos de casais religiosos que tem por aí, mas também será alvo do preconceito e das chacotas dos ignorantes e preconceituosos.
    E o que mais interfere na vida dos homossexuais é a velha mania que as pessoas tem de cuidar mais da vida alheia que de sua própria vida.
    Parabéns Luísa, pelo ótimo trabalho de pesquisa e por este sensacional texto.
    Um grande abraço
    Giba

    • Luísa L. diz:

      Giba, bom dia!

      Muito obrigada pela tua presença e comentário.

      No que respeita à adoção por parte de casais homossexuais, o que mais me aflige é mesmo o preconceito, pois as crianças, na sua actividade social e escolar irão deparar-se com discriminações absurdas, tão simplesmente porque a nossa sociedade não está preparada para aceitar, com naturalidade, as famílias, cujos moldes saem do padrão judaico-cristão.

      Grande abraço.

  12. A Homossexualidade – A opinião das Religiões!

    Os humanos são parte da “natureza” ou não ? Claro que sim, se Ele fosse Criador de todas coisas (hipótese improvável). As religiões tem o direito de legislar a matéria do comportamento sexual? Mas o Deus cristão não nos deu o livre-arbítrio? Pelo que sabemos os homens são iguais em direitos e dignidade e claro isso não suprime a diferença sexual.

    Segundo o Gênesis, Deus bíblico “teria dito” – crescei e multiplicai-vos. Qual o futuro da moralidade no que diz respeito ao sexo? A religião rejeitou uma obra de Deus – o que ele tem entre as pernas? Essa é uma das atividades mais sensíveis da vida e está relacionada à própria força vital. Não há, na Bíblia, nenhuma só vez as palavras homossexual, lésbica ou homossexualidade. Temos conotações. Todas as Bíblias que empregam estas expressões estão erradas e mal traduzidas. Luísa lembrou: Adão e Lilith, Adão e Eva – enfim, macho e fêmea –, ao serem colocados como atores principais nos mitos da criação, legitimam, com a autoridade divina, a única forma possível da gestão do sexo: a heterossexualidade.
    A palavra homossexual só foi criada em 1869, reunindo duas raízes lingüísticas: Homo (do Grego, significando “igual”) e Sexual (do latim). Segundo o poeta e escritor Goethe, “a homossexualidade é tão antiga quanto a humanidade”. Certamente, cada tempo com sua experiência singular homossexual, mas com o mesmo direcionar de desejo: o sexo igual.

    O sexo é o próprio centro da vida e a ação erótica é ocasião da expressão da alegria e da invenção, é uma força agregadora das pessoas. É a sexualidade que faz com que um homem tenha uma existência saudável e história. Se a história sexual de um homem oferece a chave de sua vida, é porque na sexualidade do homem projeta-se sua maneira se ser a respeito do mundo, quer dizer, a respeito do tempo e a respeito dos outros homens.
    A razão pela qual o sexo sofre repressão moral, é reprimido e condenado, porque quase todas as religiões tinham que ser contra tudo o que o homem pudesse curtir. Seu interesse é manter o homem miserável. Destruindo toda possibilidade dele encontrar algum tipo de paz, de alívio e de alegrar-se. As religiões deveriam servir para promover o amor e a paz. Mas, estão criando mais miséria, mais culpa e sofrimento, mais feridas, ódio, e mais raiva e tudo em nome de seu Deus. A mulher é perigosa segundo muitas religiões. Ela é o caminho para o “pecado” e o inferno; então o “inferno” deve estar cheio de homens. É até compreensível se considerarmos a época que as escrituras foram escritas em pele de cabra e somente por homens “inspirados” que estabeleceram a “ortodoxia revelada” por um Deus imaginário.

    Os gays se transformaram em uma verdadeira obsessão para o representante e vigário de Cristo, vice-de-deus,o ex-papa Bento XVI. Em mais uma de suas tristes e lamentáveis declarações disse:

    “Que “salvar” a humanidade do comportamento homossexual ou transexual é tão importante quanto salvar as florestas do desmatamento.”

    Nenhum poder consegue se sustentar, se não tiver por representantes meros hipócritas: a Igreja católica. Por mais elementos “profanos” que ainda possui, que falam de vigílias, de jejum, de ardentes orações, até mesmo de flagelações; são eles que abalam as pessoas e lhes causam inquietação. É o típico procedimento da religião que quer que o homem seja mau e “pecador” por natureza, se sinta oprimido e cheio de “pecados”. A intenção não é que o homem se torne mais moral, mas que sinta o mais possível pecador, e depois com forças sobrenaturais esse fardo possa lhe ser tirado. Mais valeria o silêncio do papa, mas o silêncio não faz uma teologia! Se o ex-papa pudesse nós convencer, teria ele necessidade do dogma da infalibilidade papal? E de que adianta este dogma, se não nos convence? Acuso e condeno o papa por praticar o sexismo!

    O homossexualismo está presente em todas as sociedades. A prática do amor entre pessoas do mesmo gênero, porém, é muito
    mais antiga que a própria Bíblia. Há documentos egípcios de 500 anos antes de Abraão, que revelam práticas homossexuais não somente entre os homens, mas também entre os Deuses Horus e Seth. No antigo Oriente, a homossexualidade foi muito praticada. Entre os
    Hititas, povo vizinho e inimigo de Israel, havia mesmo uma lei autorizando o casamento entre homens (1.400 anos antes de Cristo).

    Se a homossexualidade fosse prática tão condenável, como justificar a indiscutível relação homossexual existente entre Davi e Jonatã?! Eis a declaração do santo rei salmista para seu bem-amado: “Tua amizade me era mais maravilhosa do que o amor das mulheres. Tu me eras amabelmente querido!”(II Samuel, 1: 23, 26). Está escrito: “A alma de Jonatã se ligou com a alma de Davi. E Jonatã o amou, como à sua própria alma” (Samuel I:18-1). Em outra passagem, Jonatã tira todas as roupas, entrega a Davi e se deita com ele. “E inclinou-se 3 vezes, e beijaram-se um ao outro” (Samuel I:20-4).
    Alguns crentes e pais mais intolerantes argumentarão que se tratava apenas de um amor espiritual, ágape, quando muito de “homo-afetividade”. Preconceito primário, pois só as coisas materiais e sensuais costumam ser referidas com a expressão, e não resta a sombra da menor dúvida que Davi, em sua juventude, foi adepto do “amor que não ousava dizer o nome”. Não foi gratuitamente que o maior escultor de nossa civilização, Miguel Ângelo, ele próprio, também homossexual, escolheu o jovem Davi, nu, como modelo de sua famosa escultura de Florença, na Itália: um gay retratando o mais famoso gay do Antigo Testamento. Negar o amor homossexual entre Davi e Jônatas (“amizade mais maravilhosa que o amor (Eros) das mulheres”) é negar a própria evidência dos fatos. “Tendo olhos, não vedes? E tendo ouvido, não ouvis?!” (Marcos, 8:18). Importantes e respeitados Exegetas identificam igualmente como homossexual/lésbica, a relação íntima de Rute e Naomi. Confira Livro de Rute. O Antigo Testamento sugere um relacionamento homossexual entre duas mulheres, Noemi e sua nora Rute. Está no livro de Rute um trecho em que ela diz a Noemi: “Aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu.” Onde quer que morreres morrerei eu, e ali serei sepultada”.

    Calcula-se em 1,5 milhão a população de gays no país, dos 15 aos 49 anos. Desde que o mundo existe sua incidência parece ser parte do “projeto humano”. As religiões em maioria ainda consideram antinatural (abominação) porque dizem, mas não é verdade, que ele não ocorre em outras espécies. A postura é de considerar atos homossexuais como moralmente errados e o “pecado” está em ceder a essas tendências e adotá-las na prática.
    Na mesma linha, as Igrejas Cristãs repudiam qualquer reconhecimento legal de uniões entre pessoas do mesmo sexo que não seriam fruto de uma verdadeira complementaridade afetiva e sexual. Um insulto às leis divinas baseadas nas escrituras sagradas de seus credos e interpretações, como podemos ver também na Bíblia – Carta aos Romanos 1,24-27, no Corão-surata 49, versículo 13 e no Torá-Gênesis 19,1-13 tendo-os identificado como: teoria obscura, loucura, ataque violento contra a família e o matrimônio tradicional, forma de ofuscar ou suplantar a família, ataque diabólico para eliminar famílias, uma transgressão, uma falsa liberdade, entre outras.
    Em 2005 o acesso ao sacerdócio na igreja católica passou a ser explicitamente negado a quem tenha tendências homossexuais profundas ou apóie a cultura gay (alegres) mesmo que não pratique a homossexualidade. No entanto a regra geral não se aplica aos padres já ordenados. Em 2006 a Igreja tomou posição pública no sentido de tentar proibir a realização do WordPride que reúne milhões de “discriminados e excluídos” de todas as crenças e religiões, em Jerusalém, tal como tinha feito em 2000 com o evento em Roma.

    O Novo Testamento apresenta São Paulo expressando temor e desprezo pelas mulheres, uma tentação ao pecado. O suposto apóstolo São Paulo defende o celibato, mas diz que é “melhor casar-se que se abrasar”. Talvez isso explique o culto histérico à virgindade e a uma Virgem Maria e também a perturbação mental de muitos crentes que vivem reprimidos.
    Nenhuma discussão sobre Jesus da fé (o histórico não existiu) e seus ensinamentos insalubres, ficaria completa sem mencionar o seu ponto de vista sobre sexualidade. Jesus mito tinha algumas autênticas loucas e perniciosas idéias sobre esse assunto.
    Ele estava tão contrário ao sexo que pensava que as pessoas deveriam ser enviadas para o inferno por terem um desejo sexual. Ele “fez” recomendações semelhantes para evitar outros tipos de atividade sexual. Aparentemente, referindo-se a masturbação, ele avisou que “se tua mão direita te ofender, corte-a, e lança-a de ti…” Ver também em Gênesis 38:9-10. “Isso, porém, que fazia, era mau perante o SENHOR, pelo que também o matou.” Para evitar ser enviado para o inferno. Centenas de milhares de espermatozóides são produzidos numa ejaculação humana comum. Então a masturbação é assassinato em massa? E que dizer das poluções noturnas ou do simples ato sexual? Quando o óvulo não fertilizado é expelido a cada mês, alguém morreu? Devemos chorar todos esses abortos espontâneos? É imoral e criminoso? Ele apoiou a castração. Ele “disse” a seus seguidores que era preciso haver eunucos. A eles seria dado o reino do amor de Deus. Existem pessoas que se mutilam para evitar o desejo sexual e sua atividade. Vejamos as aberrações do Livro Sagrado Santo sobre a homossexualidade. Raríssimas traduções bíblicas trazem a palavra “homossexual”, justamente pelo fato de ela, no contexto daquele tempo, não existir. Contudo, numa linguagem mais atual, muitas passagens sagradas guiam a esse termo e o que consideram abominável:
    Levítico 18:23;
    “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação.”
    Levítico 20:13:
    “Se também um homem se deitar com outro homem, como se mulher, ambos praticarem, cousa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles.” Leia também sobre os “reprováveis sentimentos” em , Romanos: 1: 26-27 e 1:31-32: “Insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia”

    DÚVIDA JURÍDICA DE UM CATÓLICO
    Se, para a igreja, a pílula do dia seguinte já é aborto…
    Então, surgem algumas dúvidas:
    A masturbação é homicídio prematuro?
    E o boquete? Será canibalismo?
    Então podemos considerar o coito interrompido como abandono de incapaz?
    E o que dizer do preservativo? Por acaso seria homicídio por sufocamento?

    Pense…
    Na Rússia, antes da revolução proibir as religiões, havia uma seita cristã que acreditava que os órgãos sexuais deveriam ser cortados, só então se poderia ser um cristão verdadeiro. A declaração de Jesus foi tomada literalmente. Jesus disse: sejam eunucos de Deus. E esses tolos agarraram isso literalmente. Todo ano eles se reuniam aos milhares e num louco frenesi eles cortavam seus órgãos sexuais. Os homens cortavam seus órgãos genitais, as mulheres cortavam seus seios. E aqueles que foram capazes de fazê-lo foram considerados santos; eles eram muito respeitados – eles tinham feito um grande sacrifício. Em Mateus 5:29-30 sobre amputação:
    “Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno.”
    “E se tua mão direita te escandalizar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros e não vá todo o teu corpo para o inferno.”
    Agora em qualquer outro lugar eles teriam sido considerados completamente insanos, mas porque nessa sociedade particular isso era respeitado, eles eram santos.

    Muçulmanos submetem adúlteras a castigos em praça pública com açoites. E o livro sagrado, ordena o praticante agradecer ao criador todos os dias , por não ter nascido mulher. A prática homossexual é condenada na Índia e crianças nascidas mulheres são rejeitadas. A maioria das religiões discrimina, com exceção de algumas que permitem e aceitam. Os impulsos sexuais são reprimidos. Sexo oral, anal e em diversas posições bem como masturbação, são motivos de culpa e vergonha, com promessas de punição sádica e eterna para os transgressores impuros e corrompidos. Os escritores dos livros sagrados inspirados em outras tradições não podem afirmar que na época não havia uma compreensão sobre a homossexualidade, já que esta prática era pública e notória entre os romanos e antigas civilizações. Mesmo assim fizeram referências condenatórias.
    Há diversas tradições antigas, nas quais a homossexualidade não representava nenhum problema espiritual, muito pelo contrário. Por exemplo, entre os assírios, babilônios e hititas, era costume louvar ao criador, com atos sexuais, muitas vezes entre pessoas do mesmo sexo, algo que ainda ocorre nos dias de hoje em tribos da Oceania e África.

    A grande questão do século 21, não é a aceitação da tolerância religiosa, mas a aceitação da opção sexual, a diferença sexual. Milhões de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, estão organizados em defesa da sua liberdade, quebrando os tabus e preconceitos, mostrando que existem vivem sem culpa e convivem em harmonia. Com respeito e de maneira pacífica milhões de pessoas vão às ruas, como forma de protesto, em Roma, Jerusalém, Nova York, São Paulo, Rio de Janeiro, em grandes cidades e médias cidades do mundo com suas famosas animadas paradas gays, acompanhados de milhares de simpatizantes. Os grupos de GLS não necessitam do clero e suas doutrinas religiosas pré-históricas atrasadas e ridículas para dizerem a eles que são “pecadores” e que não são parte do “projeto” humano e não foram criados à sua semelhança.
    Para a maioria, o homossexualismo é “antinatural”, mesmo sabendo que diversos pássaros, mamíferos e primatas realizam jogos homossexuais. Isso se observa em mais de 1.500 espécies. Cerca de 500 documentos a esse respeito estão em exposição no Museu de História Natural de Oslo, na Noruega. Baleias, girafas, golfinhos, escaravelhos, cisnes e leões são apenas seis das 1500 espécies, onde já foram observados comportamentos homossexuais. Dez por cento das espécies de peixes trocam de sexo uma vez na vida. Passam de macho a fêmea ou vice-versa. Em um processo que leva algumas semanas para se completar (algumas espécies levam até cem dias para completar a inversão). A chave para entender a inversão sexual é a proporção entre os sexos em determinado grupo. A inversão sexual é a proporção entre equilibrar essa proporção rapidamente. Se, em um cardume, houver uma queda acentuada do número de machos, por exemplo, e a espécie não for capaz de trocar de sexo, o cardume perderá um bom tempo mudando de lugar, em busca de outros machos. Nas espécies transexuais, parte do cardume (peixe papagaio, peixe palhaço, o peixe pargo rosa) inverte o sexo, e o problema se resolve. Até peixes grandes como os meros , que chegam a 100 quilos fazem mudança de sexo.
    O progresso de inversão acontece ainda por uma série de fatores relacionados com o meio ambiente e com a bagagem genética da espécie. O gatilho da inversão, é acionado sempre que o peixe passa por uma série de encontros sexuais mal-sucedidos. Por exemplo, um macho encontra outro animal da mesma espécie e começa o ritual sexual. Só que o outro peixe também é macho. Sem resposta, o primeiro macho vai embora. Isso acontece porque muitas espécies não tem uma diferenciação visível entre os dois sexos. Quando em um cardume ou um grupo, há um desequilíbrio na proporção entre os dois sexos, com falta de machos ou fêmeas, os peixes começam a se sentir “sexualmente frustrados”. Esses fenômenos ocorrem muito em lugares de águas quentes e rasas, como o Mar Vermelho, o Oceano Índico ou certas regiões do Pacífico, em certos pontos do litoral do Rio de Janeiro e do Nordeste.

    Eles os moralistas teimam em serem “honestos” com o gigantesco erro que cometem com gays e lésbicas em nome da religião. Aos “escolhidos do Senhor”, cheios do “Espírito Santo de Deus”, e conforme a Bíblia, Corão (surata 49,13) e Torá (Ge 19,1-13), todas as formas de lascívia são condenadas (onde o “maligno” se manifesta). Não resta dúvida também, de que, a masturbação (Gn 38:9-10), que envolve todo um ato de fantasias eróticas e instrumentos próprios, é “pecado” !
    Para a religião Islâmica não existem homossexuais no Irã. Existe um ódio e uma grande perseguição homicida aos homossexuais. Em Teerã eles são obrigados a viver na mais absoluta clandestinidade e a homossexualidade é considerado crime. Estima-se que 4 mil homossexuais foram executados desde que os aiatolás tomaram o poder. A Organização Iraniana mantém um site (irgo.net), uma revista e um programa de rádio, fora do país. Os “crimes” para:
    Lesbianismo: 100 chibatas em cada parceira e morte na 3ª reincidência;
    Nuazinhas: duas mulheres nuas na mesma cama, 99 chibatas e 100 na reincidência;
    Sodomia: ato entre dois homens, morte para os dois parceiros, se forem maiores, se forem menores de idade recebem 74 chibatas;
    Peladões: dois homens flagrados na cama nus, 99 chibatadas;
    Beijo Gay: até 60 chibatadas;
    Pelados na cama: 99 chibatas;
    Nas coxas: quando um homem se esfrega no outro nu, 100 chibatadas cada parceiro, o ativo, se não for muçulmano, é condenado à pena capital e a 3ª reincidência é condenado à morte pela forca.

    Até um simples mortal como nos, pode alegar saber mais sobre sexualidade e preconceito, e ver a hipocrisia das religiões, que prometem sexo no céu após a morte. A divindade dá o desejo sexual e depois a condena. Proíbem e negam a eles o direito de fazer amor, “casar” e adotar filhos em nossos dias. Dizem as religiões: o amor de Deus, o ser supremo é incondicional e nenhuma característica de uma de suas criaturas, representará motivo suficiente para que ele deixe de amá-la. São todos hipócritas. As religiões falam em amor e destroem a possibilidade de amar. Para mim, o grande mandamento é amar uns aos outros. Certamente algumas religiões moralistas que associam sexo com pecado, envolvidas em uma longa história de derramamento de sangue e ódio religioso estão com seus prazos de validades vencidas e terão que se cuidar para não virarem piada no futuro.

    O Deus grego Hermes fazia o papel de correio do Monte Olimpo e, Íris desempenhava a função de mensageira divina de Hera (deusa Juno), a mulher do Deus Zeus, divindade suprema dos gregos. Como agia de leva-e-traz entre o céu e os homens, vestida com um xale de sete cores e envolta em facho de luz, foi a inspiradora do nome do arco-íris (arco por causa do formato do fenômeno). Várias lendas se criaram sobre o arco-íris: uma, a de que na extremidade terrena desse raio de luz estava enterrado um pote de ouro. A Bíblia confere ao arco-íris um sentido divino. Foi entendido como um milagre o primeiro arco-íris visto no mundo, porque foi o primeiro, e por isso estranho. Serviu como um sinal de Deus, colocado no céu, para garantir a seu povo que não haveria mais destruição universal do mundo pelas águas. As Leis de Descartes o explicam e Isaac Newton explicou e comprovou como esse fenômeno cromático acontece através das gotas de chuva que agem como um prisma ao decompor a luz solar.
    Outra serviu de mote para os gays: o homem que passasse sob o arco-íris viraria mulher e a mulher também trocaria de sexo. Por isso, nada estranho que seja ele hoje o símbolo dos homossexuais, presente em todas as casas do bairro Castro, em São Francisco, nos Estados Unidos.

    Os Neopentecostais que fazem uma literatura literal da Bíblia, acreditam que a homossexualidade está ligada a uma espécie de “possessão demoníaca”. Para eles, os indivíduos que se sentem atraídos por outros do mesmo sexo podem ser “curados” e “reorientados” e em alguns casos com rigor. Contudo existem igrejas que apóiam a causa homossexual, assim como a Igreja Evangélica de Confissão Luterana, onde muitos pastores orientam as famílias a aceitarem as criaturas da maneira como foram feitas e a acolherem gays e lésbicas como são, sem exigir o celibato, pois reprimir a sexualidade seria pior.

    No Judaísmo, segundo a Torá ( A lei), dentro dos padrões instituídos dentro do Vaicrá , o Livro dos levíticos (18:22), não é permitido ao judeu (ou Judia) torcer a natureza criada, dando um comportamento diferente do que se é concebido por Deus. Mesmo assim os judeus não são contra o homossexualismo, contudo quem é homossexual não aceita o Judaísmo e, portanto não está disposto a aceitar a lei de Deus. (Isso significa que está disposto a abrir mão de seu chamado a observar as leis para ser homossexual.)

    Para os Espíritas a homossexualidade está ligada a vidas passadas e a doutrina acredita que, se a pessoa nesta vida nasceu com uma “inversão sexual”, é porque deve ter cometido algum tipo de violência-abuso, pedofilia, estupro, em vidas passadas. Portanto deve reparar seu erro, renunciando às práticas sexuais aqui e agora. Assim na próxima vida, nascerá livre desse “sofrimento”.

    Os Budistas de tradições orientais, o único “carma” negativo é o abuso hetero ou homossexual e encaram o fenômeno social de outra forma. Para eles, uma vez que a energia é colocada na concepção, não há crime nem pecado em nascer homossexual. A homossexualidade seria apenas uma característica e não fruto de um mero desejo. Para os leigos, independente da opção e orientação sexual, o parceiro não pode ser considerado um mero objeto de prazer e os monges tem a regra do celibato, não porque sexo seja pecaminoso, mas porque o apego é uma obstrução para obtenção da iluminação. O monge budista precisa caminhar olhando, apenas até um metro e meio adiante. Não pode olhar mais que isso, não pode manter a cabeça ereta, porque poderia ver uma linda mulher – esse é o problema. Olhando até um metro e meio, no máximo pode ver os pés de alguma mulher, mas jamais seu rosto. Mas se o amor entre o homem e a mulher é algo errado, por que deveria a natureza dar esse desejo? Qualquer pessoa inteligente perguntará isso. Sem sexo nem mesmo Buda teria nascido. Ainda bem que o pai de Buda não era monge budista, porque senão teríamos deixado de conhecer todas essas grandes figuras. O Budismo não considera a mulher como um ser inferior ao homem. As mulheres tem as mesmas oportunidades educacionais, os mesmos deveres e direitos e tem o direito a liberdade religiosa. Porém, no Tibete, uma mulher nunca poderá ser uma Lama, uma reencarnação do Buda.

    Para os adeptos do Movimento Hare Krishna, a homossexualidade está ligada ao “carma”, o destino traçado pelas boas e más ações praticadas em vida. É tida como antinatural, mas a prática da vida espiritual, vai muito além da sexualidade e não deve se tornar obstáculo à fé e o mais importante é a devoção e os sentimentos puros e sinceros. Porém, para contrariar a natureza, recomendam o celibato e afirmam que a realidade homossexual deve ser superada para não acumular “carma” negativo.

    O Candomblé e no culto Afro-Brasileiro encaram o assunto de maneira aberta. Não existe a condição de gênero. Não há palavras masculinas e femininas. É por isso que é possível encontrar Orixás com comportamentos ora de homem, ora de mulher (mas não são homossexuais), simplesmente não há preconceito e diferenciação. A sexualidade dos crentes é vista como fonte de alegria e como forma de realização pessoal e sem objeções.

    Todas as religiões admitem a existência formas sutis de repressão, seja por questões genéticas ou sócio-culturais. Dizem que o casamento gay é pecado. Pecado é negar a pessoas normais a união civil, direito de herança, direito de dividir um plano de saúde e o imposto de renda como qualquer pessoa.

    “Por que haverá alguém de envergonhar-se de seu corpo quando este é perfeitamente sadio e capaz de desempenhar as suas funções?

    Não seria verdade, porventura, que uns poucos neuróticos tivessem primeiro concebido a doutrina do pecado original para justificar as próprias neuroses e que todas as gerações subseqüentes de homens normais tivessem seguido pensadores anormais como estúpidos carneiros?
    Não era a nossa moralidade uma fraude?
    Não era a felicidade o desígnio da vida?
    A religião, longe de ser uma aceitação é uma negação da vida.”

    Nietzsche

    Os que levam os ensinamentos de Jesus e Maomé ao pé do Antigo Testamento estão sendo pressionados a tomar uma posição mais clara sobre as suas posturas rígidas adotadas até agora, para explicarem o inexplicável. Para nós é estranho o Livro condenar a homossexualidade, o mesmo que incentiva a escravidão (Lv 22:11; 21:27-20-21 e em Ex, Ef, Tm, Tt, I Pe) e o canibalismo (Lv 26:29; Dt 28:57; II Rs 6:28-29; Is 9:19-20; 49:26; Jr 19:9; Lm 4:10; Ez 5:10; Mq 3:2-3; Zc 11:9) e não diz nada sobre pedofilia.

    Já existem igrejas que celebram os enlaces, a união de pessoas do mesmo sexo e que são discriminadas em outras religiões. O mais rico Estado dos EUA, a Califórnia, na Costa Oeste, aprovou a legislação que permite o casamento gay e o matrimônio, para residentes no Estado já está vigorando. Antes os moradores do Estado de Massachussets tinham alguns direitos. Estão previstos 100 mil casamentos, entre eles a união em casamento de duas lésbicas de 83 anos e 87 anos que se apaixonaram há mais de 50 anos. E a tendência é de conquistar direitos cada vez maiores e em menos de 50 anos vamos olhar para trás e achar ridículo a proibição de casamentos e a união de homossexuais. Recentemente a Suprema Corte dos Estados Unidos concedeu uma histórica vitória para partidários dos direitos dos homossexuais ao determinar que o governo federal reconheça os casamentos entre pessoas do mesmo sexo em Estados onde isso já é legal e abrindo caminho para seu reconhecimento na Califórnia, o mais populoso. Com essa posição, os juízes mantiveram a decisão da instância inferior, que havia considerado a Proposta 8 inconstitucional, e na prática autorizaram que cada Estado defina sua própria política sobre o casamento homossexual. Por isso, novas iniciativas de votação popular sobre o tema devem surgir em vários Estado do país. E o Estado em que nasci o Rio Grande do Sul, é um dos estados brasileiros com mais avanços no tema.
    Buenos Aires foi a primeira cidade da América Latina a autorizar uniões civis entre gays, em maio de 2003. Portugal: desde 2001, a legislação reconhece uniões de fato entre pessoas que vivem como casais durante mais de dois anos, independentemente do sexo. Alemanha: desde 2001, um contrato de vida comum outorga aos casais gays direitos similares aos do matrimônio heterossexual. Holanda: Primeiro país a autorizar o casamento gay em dezembro de 2002. Bélgica: Os matrimônios foram legalizados em 2003. Para que uma união seja válida, basta que um dos conjugues seja belga ou resida na Bélgica. Grã-Bretanha: Casais homossexuais podem formar uma “associação civil” desde 2004. Casamento gay também é reconhecido nos países: Canadá, Noruega, África do Sul, Espanha. A união civil entre gays é reconhecida na: Dinamarca, Finlândia, Islândia, Suécia, Suíça, França, Andorra, República Checa, Hungria, Luxemburgo, Nova Zelândia, Eslovênia e Uruguai. Igreja da Escócia votou a deixar algumas congregações escolher ministros que estão em relações do mesmo sexo – um compromisso importante que ainda deve passar por mais obstáculos antes de se tornar lei da Igreja. Assembleia Geral da Igreja apoiou um movimento afirmando uma visão conservadora tradicional sobre a homossexualidade, mas permitiu congregações liberais para ordenar homens ou mulheres abertamente homossexuais se assim o desejarem. Alguns críticos falam que reconhecer o casamento entre pessoas do mesmo sexo é querer acabar com a família. São os mesmos argumentos que usavam para negar o direito das mulheres votarem e para se opor ao divórcio.
    Dizem que no futuro o Vaticano estará liberando o casamento gay. Não é uma liberação completa, existe ainda uma pequena ressalva, o Vaticano permitirá o casamento gay, desde que não seja entre gays do mesmo sexo e que o gay não se revele publicamente com tal. Bem, já é um avanço.
    O músico britânico Elton John gerou polêmica, com a publicação de uma entrevista na qual afirma que Jesus Cristo era homossexual.”Acho que Jesus era um gay compassivo, superinteligente, que entendia os problemas humanos”, afirmou Sir Elton à revista de celebridades americana Parade, que publicou a entrevista em seu site.
    “Na cruz, ele perdoou as pessoas que o crucificaram. Jesus “queria” que nós amássemos e perdoássemos. Eu não sei o que torna as pessoas tão cruéis. Tente ser uma mulher homossexual no Oriente Médio – você está morto”,
    Afirmou o pop-star da música, um homossexual assumido. Em uma outra ocasião declarou: “do meu ponto de vista, eu proibiria completamente a religião”.

    Mas afinal. Por que Gays são Gays?
    Na opinião de Qazi Rahman, cientista da área de Psicobiologia da Universidade East London “Pesquisas sugerem que ações hormonais ocorridas durante o desenvolvimento do feto podem provocar alterações em regiões do cérebro relacionadas à identidade sexual.”
    O futuro terá uma visão de sexo totalmente diferente. Será mais brincadeira, mais amizade, mais alegria, mais que um caso sério e proibido como foi no passado. As religiões destruíram tanto as pessoas pela condenação, dominação sem nenhuma razão justificável. Sexualidade é um fenômeno simples, biológico. Não deveria ser-lhe dada tanta importância. No futuro a moralidade estará livre para ter alguns outros interesses que são muito mais importantes. Os irmãos em Cristo ou Maomé poderão se ocupar com assuntos mais importantes que possam lhes aproximar de Deus e Alah como a: Verdade, sinceridade, compaixão, honestidade, totalidade, meditação. Porque essas são as coisas que poderão transformar a vida dos crentes e não a discriminação sexual.

    O desejo sexual é comum a todos os homens. Não pode ser castrado e dever ser livre e sem “pecado”. Parem portanto de tentar enganar nossos irmãos, intimidar e enganar a si mesmos. Se eles podem dizer que os gays não são filhos do Criador, nem por isso eles dizem que os Profetas eram homossexuais ou eunucos! Aliás, recebi hoje um e-mail com abaixo assinado vindo da Espanha, solicitando a minha adesão contra o lançamento esse ano de um filme onde retratam Jesus, como personagem homossexual. O Papa Paulo VI era homossexual e que em Milão, o cardeal era o assunto da cidade e que quando foi para o Vaticano, levou seu namorado, um jovem bonito, para ser seu secretário. A Organização Mundial da Saúde e organizações de psiquiatras e psicólogos ao redor do mundo já não consideram doença a homossexualidade.

    Conforme Osho, as piores profissões do mundo são apenas duas:
    “Uma é a das prostitutas e a outra é a dos sacerdotes. Certamente a profissão de sacerdote é muito pior, porque as prostitutas apenas vendem seus corpos, elas não vendem suas almas. E elas não interferem com a liberdade de ninguém, elas não destroem sua alegria – pelo contrário, elas de alguma maneira a aumentam, a intensificam, a inflamam. É o sacerdote que vende deuses e que escraviza o homem, que interfere na vida de todo mundo, na sua liberdade, na sua individualidade. Ele não pode tolerar ver alguém feliz, porque a pessoa que está feliz não vai ser seu cliente. Os negócios dele dependem da miséria. Quanto mais miserável você for, mais você buscará os conselhos do padre, mais você adorará estátuas, mais você olhará além da vida buscando por alguma consolação. A vida é cheia de sofrimentos e você tem que acreditar numa outra vida além dessa. Dirá que você está cometendo um pecado – isso é contra Deus e contra todas as sagradas escrituras. As prostitutas são necessárias para salvar muitos casamentos; do contrário, o homem começará a abordar a esposa dos outros. Esse é um estratagema social para que ele não se enrede com a esposa dos outros – outras mulheres bonitas estão disponíveis”.
    Já é hora das religiões cristãs “insanas” o bastante, corrigirem esta situação de preconceito contra a diversidade sexual. Falem menos sobre sexo e repreensão, controle de intimidade e falem mais de amor, compaixão e paz. E ao apontar um dedo para alguém, se lembrem que tem quatro apontando contra eles.
    Fatos relacionados na história do cristianismo:
    Os antropologistas, cientistas que estudam o desenvolvimento civilizado do homem, afirmam que todos os povos primitivos escolheram como representante do seu Deus o símbolo fálico — ou seja o pénis e os testículos!
    Todas as cidades têm símbolos fálicos. Ainda hoje nós estamos circundados por símbolos fálicos. Os obeliscos são símbolos fálicos. As torres das igrejas são símbolos fálicos. Os antigos celebravam ou festejavam o seu Deus Fálico. Faziam antigamente procissões como agora se faz com o Santo Cristo, com o Santo António, ou com a Nossa Senhora de Fátima. Construíam um andor com um pênis e testículos muito grandes e depois percorriam as ruas das aldeias, vilas e cidades e as pessoas faziam caravana atrás do andor, como os católicos fazem hoje com os seus santos preferidos!

    Leia mais na Web em:
    http://www.academyofcodfish.com/congress-04.htm
    Colaborou, Oiced Mocam

Sirva-se de frutos, prove o hidromel e diga de sua justiça!

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